Você Analisa Nicho no Achômetro? Criei uma Ferramenta Melhor e Grátis
O Buscador Sem Filtro por dentro: filtros que o YouTube não oferece, relatórios gerados por IA gratuita e o passo a passo de instalação, incluindo rodar modelo local para não depender de ninguém.
Vídeo original: Você Analisa Nicho no Achômetro? Criei uma Ferramenta Melhor e Grátis
Este vídeo apresenta o Buscador Sem Filtro, a ferramenta aberta e gratuita do canal para pesquisa de mercado no YouTube, e ensina a instalar do zero.
O diferencial em relação a pesquisar direto no YouTube:
Os resultados do YouTube são estáticos. Se você digita “como fazer canal dark”, você não consegue interagir de forma inteligente com esses conteúdos. Na ferramenta você usa modelos de IA e conversa com os resultados.
E tudo isso roda no seu computador, com modelos gratuitos.
O que a ferramenta faz
Histórico do canal
Você cola o @ ou o link e vê todos os vídeos, com filtros de longos ou shorts e ordenação por visualização, likes, engajamento ou data.
O engajamento é uma métrica própria, criada para olhar além de like, comentário e visualização isolados. Ela relaciona os três, e serve para identificar canais com comunidade forte apesar de números absolutos baixos.
Dali dá para gerar uma auditoria de crescimento: a IA analisa os últimos 30 vídeos e devolve performance, padrão de conteúdo, formatos que funcionaram e gargalos invisíveis.
Análise de vídeo
Cola a URL de um vídeo e você recebe a thumbnail para download imediato, as métricas, e botões para copiar as tags e a descrição.
E aqui está o coração da ferramenta: você faz perguntas em cima daquele vídeo. Por exemplo, “como modelar esse vídeo para o meu canal de animais virais”, e clica em gerar engenharia reversa.
Análise de canal e comparação de concorrentes
Além das métricas gerais, aparece uma taxa de inscritos por visualização, que funciona como taxa de conversão. Referência útil: a média do YouTube fica em torno de 1% a 2%.
Na comparação, você coloca dois canais lado a lado e recebe um relatório explicando os pontos fortes de cada um. A métrica de proporção entre shorts e vídeos longos ajuda a entender estratégias de mesclagem, que costumam ficar em torno de 70/30 ou 80/20 a favor dos longos.
Em alta
Conteúdo viral filtrado por país, idioma, categoria e duração. Aquelas categorias são as mesmas que aparecem no topo do youtube.com (animação, suspense e companhia), e quase ninguém usa.
Pesquisa avançada, onde mora o valor
Aqui estão os filtros que o YouTube não te dá:
| Filtro | Por que importa |
|---|---|
| Número de inscritos do canal | Permite mirar canais já monetizados, ou evitar aqueles com 1 milhão de views e 300 inscritos |
| Visualizações totais do canal | Revela se o canal é sustentável ou se um único vídeo sustenta tudo |
| Duração acima de 1 hora | O YouTube só oferece “mais de 20 minutos” |
| Janela de tempo curta | Essencial para pegar viral de uma ou duas semanas |
O filtro de visualizações totais merece destaque, porque resolve um problema real:
Um vídeo viralizou e pegou 150 mil visualizações. Mas se o total do canal é 200 mil, aquele único vídeo sustenta o canal inteiro e todos os outros estão abaixo de mil. Isso não é um canal saudável.
E se você não sabe o que pesquisar, existe um gerador: você descreve a ideia (“quero fazer um canal de Uno, no nicho de curiosidades”) e ele devolve palavras-chave separadas em cauda longa (para canal de pesquisa de longo prazo), termos de alta concorrência e ideias de clickbait.
Como diagnosticar uma busca que não retorna nada
Este trecho é uma pequena aula de método, aplicável a qualquer ferramenta:
- Comece pelo tempo. Uma semana é pouco quando há muitos filtros. Amplie.
- Vá tirando um filtro por vez até descobrir qual era o gargalo.
- Desconfie da palavra-chave, que costuma ser o problema real.
- Lembre que os dois filtros que mais travam resultado são duração e visualizações mínimas.
Uma configuração padrão sugerida para pesquisa de mercado: vídeos longos, últimos cinco a sete dias, mínimo de 100 mil visualizações (ou 300 mil se quiser ser exigente), inscritos e visualizações totais em qualquer, idioma e país definidos, e a faixa de duração que você pretende produzir.
Instalação: nada de terminal
A ferramenta é um site que roda localmente. Nem precisa saber programar:
- Baixe o ZIP no GitHub (botão verde, Download ZIP).
- Extraia numa pasta.
- Dê dois cliques em
index.html.
Só isso já abre a ferramenta no navegador.
A chave do YouTube (obrigatória)
Deixa a ferramenta 80% funcional, porque todas as buscas dependem dela:
- Acesse o Google Cloud Console
- APIs e Serviços → Biblioteca
- Pesquise por YouTube e escolha YouTube Data API v3 (cuidado, existem várias parecidas)
- Clique em Ativar
- Volte e vá em Credenciais → Criar credencial → Chave de API
- Dê um nome, copie a chave e cole no campo da ferramenta
Ela fica salva no navegador. Se esquecer, é só voltar ao console e exibir de novo.
As chaves de IA (opcionais)
Para os relatórios, você precisa de um provedor de modelo. O caminho mais fácil:
LLM7 vem configurado por padrão, não precisa de cadastro nem de chave, é 100% gratuito e permite cerca de 120 requisições por minuto, com seis modelos disponíveis.
Se quiser ir além, o processo é sempre igual: entra no site, cria conta, cria a chave, cola. As recomendações são Hugging Face e OpenRouter, por serem plataformas abertas com baixa probabilidade de virarem pagas ou de cortarem limites.
Depois de trocar de provedor, sempre clique no botão de verificação. Se ficar verde, está funcionando.
E a honestidade sobre a qualidade:
Esses modelos são gratuitos, não são os melhores que existem. Mas são bons e suficientes para dar um pontapé nas suas análises, principalmente se você é iniciante.
Rodar modelo local: independência total
A parte mais avançada, e a mais valiosa a longo prazo. Com Ollama rodando na sua máquina:
Pode cair a internet, pode cair o Gemini, a Google, a OpenAI, que você continua fazendo as suas pesquisas.
O caminho: instalar o Node.js (que permite ao seu computador hospedar o site localmente) e depois o Ollama. Ambos são instalação padrão de avançar e aceitar.
Sobre escolher modelo, a regra simples:
Depois dos dois pontos no nome, quanto maior o número, melhor e mais pesado. Aquele B é de bilhão de parâmetros.
E o aviso de realidade, com um exemplo concreto: um modelo de 30 bilhões de parâmetros ocupa cerca de 17 GB em disco, mas o problema não é disco. Ele exige em torno de 64 GB de RAM e placa de vídeo boa.
A recomendação para a maioria é começar com um modelo de 1 bilhão de parâmetros. Modelos de 7B ou 8B pedem no mínimo 16, 20 ou 32 GB de RAM.
Duas configurações no Ollama que evitam dor de cabeça:
- Ative expor o Ollama para a rede nas configurações.
- Ajuste a janela de contexto: 256 se o PC for mediano ou bom, 64 se for lento.
- Se tiver dois discos, guarde os modelos num separado do sistema operacional.
Para confirmar que está tudo certo, abra o endereço local no navegador. Se aparecer “Ollama is running”, funcionou.
E uma dica que vale para qualquer ferramenta baixada da internet:
Se você tiver receio, pode colocar o código na IA e perguntar se tem vírus, se está enviando dados para algum lugar.
Por que também existe um erro de origem
Se algo falhar ao interagir com as APIs abrindo o arquivo direto do disco, é comportamento esperado: por segurança, navegadores bloqueiam requisições vindas de um documento local. É justamente por isso que existe a etapa do servidor local com Node.
Um parênteses honesto do vídeo
No meio da gravação, uma decisão editorial que vale registrar: aquela foi a última vez que outros criadores seriam citados nominalmente.
Eu não quero entrar em treta de criadores. Não criei esse canal para ficar xingando, apesar do posicionamento anti-guru. Mesmo que eu não goste da pessoa, eu quero paz.
E um desabafo no fim: o vídeo foi gravado três vezes. Na primeira, mais de uma hora perdida por esquecer de apertar o botão de gravar.
