Gauntlet Loop
Revisão contínua com executor e revisor separados, rodando até bater um critério objetivo ou estourar um teto de tentativas.
O que é
Gauntlet loop é um nome bonito para revisão contínua: repetição até atingir o grau de qualidade que você definiu, ou mais precisamente até bater a sua especificação.
O ciclo tem cinco passos:
- Você define o que quer, as especificações.
- Um agente produz o artefato.
- Um revisor checa se aquilo bateu os critérios.
- Se não bateu, volta com a lista específica de correções.
- Repete até passar.
Executor e revisor precisam ser separados
Este é o erro mais comum de todos: pedir para o mesmo modelo, no mesmo chat, revisar o que ele acabou de escrever.
Ele vai aprovar o próprio trabalho sem senso crítico. Não porque seja incapaz, mas porque não existe critério contra o qual julgar e porque está enviesado pelo texto que produziu.
O ideal não é apenas separar os agentes, é usar modelos diferentes. Executa com um, revisa com outro. Se o mesmo modelo cria, executa e avalia, existe grande chance de ele estar apenas se autoenganando.
O critério de parada é obrigatório
Sem ele, o loop roda para sempre e queima token à toa. Dois critérios costumam andar juntos:
- Atingir todas as notas mínimas, ou
- Estourar um teto de iterações, tipicamente três.
E uma regra que faz diferença: se parou por ter estourado as tentativas, o sistema não pode aprovar sozinho. Ele notifica e um humano decide.
A relação com grafos
Um loop é, tecnicamente, uma simplificação de um grafo: dois nós ligados por arestas bidirecionais. Por isso os dois conceitos se combinam em vez de competir. Dentro de um subagente de um grafo maior pode morar um loop inteiro.
