Spec-Driven Development (Desenvolvimento por Especificação)
Definir critérios objetivos e mensuráveis antes de produzir. É o que separa um resultado bom de um medíocre quando o trabalho é feito por IA.
A premissa
Antes de produzir, defina muito bem o que você quer. Parece óbvio, e é justamente por parecer óbvio que quase ninguém faz.
Especificação é o que guia o trabalho da IA. Você pensa em tudo primeiro, define exatamente o que quer e quais são os padrões de qualidade e de revisão. Depois produz.
Na prática isso vira uma pasta de documentação com objetivos e critérios escritos, lida pelos agentes antes de qualquer etapa começar.
Critério subjetivo não funciona
O erro clássico é escrever “quero um roteiro bom”. O que é um roteiro bom? Tem gente que gosta de curto, tem gente que gosta de longo, tem gente que quer susto, tem gente que quer arquétipo.
Você precisa de critérios objetivos, mensuráveis e com pontuação:
| Critério | Como medir | Pontos |
|---|---|---|
| Extensão | 10 mil palavras | 10 |
| Gancho | No máximo duas frases, até 15 palavras | 20 |
| Estrutura | Blocos na ordem definida | 20 |
| Nota de corte | Soma mínima para aprovar | 80 |
A IA consegue contar 10 mil palavras. Consegue contar 15 palavras no gancho. É por isso que o critério precisa ser contável.
O que isso destrava
Especificação bem feita é o que permite três coisas:
- Rodar um gauntlet loop, porque o revisor precisa de algo contra o que julgar.
- Usar modelos mais baratos nas etapas de execução, porque o sistema em volta compensa o modelo mais fraco.
- Encadear etapas com contratos, já que cada uma passa a produzir um artefato previsível.
